01 setembro, 2015

Pingos sem is

Terça...

Tem uma propaganda (para isto tem dinheiro) atual elencando os grandes feitos da administração municipal em relação à gestão do dinheiro, cita diversas obras, principalmente na área de saúde, como reformas dos postos de saúde, do PA Norte, etc., só esquece-se de citar que elas só ocorreram por ordem judicial, ou seja, forma obrigada pela justiça.

Assim como a trocas das luminárias dos postes, a COSIP é cobrada e TEM que ser utilizada, mesmo que seja em retrabalho ou desperdício, como trocar luminárias com menos de três anos; são mais eficientes, diriam alguns, porém já existiam na época da primeira troca, se bem que isto é "obra" da outra administração, que preferiu estas, de capa vermelha, por motivos óbvios.
Ou seja, estamos sendo administrados pelo Ministério Público.

Já o governo federal, em uma atitude ousada e corajosa, envia ao Congresso um orçamento com R$ 30 bilhões de déficit, um claro pedido de ajuda, algo do tipo, cortem o que não tive coragem de cortar, pois sugere o corte nas despesas obrigatórias, o que é inconstitucional.


Pois bem, tenho uma sugestão, circula pelas redes sociais um dado sobre o valor desviado pela corrupção no país, algo entorno de R$ 84 bilhões, sendo assim, recupere, eliminem, ao menos metade deste valor, já teriam um lucro de R$ 12 bilhões. Simples assim...

31 agosto, 2015

Elliv Nioj

Segunda...

Voltei a residir em Elliv Nioj há mais de 30 anos, vi-a passar por períodos de péssimas administrações, porém nada tão pífio como a atual.
O atual alcaide realizou campanha eleitoral alardeando “aos quatros ventos” que o problema do feudo é puramente administrativo, baseado na péssima administração da época, que havia dinheiro, só estava mal gerido, que com o orçamento existente tudo seria possível.
Pois bem, passados três anos nada melhorou, aliás, piorou, chegando à situação tragicômica, na qual o secretário das finanças declara para a imprensa que a alcadia não tem como pagar os fornecedores. Um absurdo.
Apesar de arrecadação ter aumentado, alegam o aumento das despesas, principalmente com a folha salarial, que realmente aumentou, embora abaixo da inflação; e como não há contratação de grande monte, foi o crescimento vegetativo, que deveria estar previsto.
Deveria, porém, pelo o que parece não o foi, afinal, fazer previsão de crescimento de despesas é só um dos princípios básicos da administração.
Ou seja, assim caminha a mediocridade...


Ainda bem que isso só acontece no virtual, imaginem se o caos acontecesse no real.

28 agosto, 2015

Sexta...

A receita de hoje “ce est très savoureux, jouir.”

Blaquette de Veau (guisado de vitela)
Ingredientes:
1 kg de vitela
200 ml de vinho branco seco
60 g de cenouras
60 g de cebolas
40 g de manteiga
40 g de farinha de trigo
2 dentes de alho
1 gema de ovo
Suco de 1 limão
1 raminho de tomilho ou manjerona
1 folha de louro
Talos de salsa a gosto
Sal e pimenta do reino a gosto
Preparo:
Corte a vitela em pedaços regulares. Tempere com sal e pimenta.
Coloque-os em uma panela e cubra com água fria.
Adicione o vinho branco, as cenouras e as cebolas cortadas em rodelas. Acrescente o raminho de tomilho, a folha de louro, os talos de salsa, o sal e a pimenta. Leve ao fogo médio.
Assim que levantar a fervura, tire com uma escumadeira a espuma que formar.
Diminua o fogo para a temperatura baixa e deixe cozinhar por 2 horas, ou até que a carne esteja macia.
Após este período, separe a vitela da panela e reserve a carne. Coe o caldo.
Em uma panela, derreta a manteiga e adicione a farinha de trigo. Mexa bem e deixe cozinhar até que a farinha adquira tonalidade amarela.
Umedeça a mistura com o caldo da carne, mexendo sempre.
Após utilizar todo o caldo, coloque os pedaços de carne e deixe cozinhar por 10 minutos em fogo brando.
Por fim, adicione uma mistura de gema de ovo com um suco de limão.
Mexa bem.
Sirva quente com champignons cortados em lâminas; pequenas cebolas cozidas (por 25 minutos) na manteiga e arroz branco.
Obs.: A vitela pode ser substituída por mignon ou contrafilé.


Bom final de semana.

27 agosto, 2015

Importante

Quinta...

Melhor não discutir, nem tentar entender; faça cara de paisagem e acene, apenas acene...

25 agosto, 2015

Propositivo

Terça...

Como trabalho com educação há, só, 27 anos atrevo-me a sugerir uma nova revolução, ou como gostam os pedagogos, um novo paradigma, que na realidade não inova (na acepção da palavra), apenas funde teorias em busca de um ensino propositivo.

Peguemos a “pedagogia de amor” e a transformemos, amar é, acima de tudo, cuidar, saber dizer não, exigir responsabilidade, ensinar a respeitar o próximo e a si mesmo.

O mestre Içami Tiba já escreveu Quem Ama, Educa”; educar, acima de tudo, implica em definir limites, níveis de autoridade, cobranças recíprocas.
Ou seja, cobrar resultados, não exigir resultados, para isto devemos unir esta teoria a princípios administrativos, criarmos metas para o educando atingir, assim como criarmos meios para que alcance destas metas, com materiais didáticos e condições pedagógicas dignas.

Isto demanda investimento dos gestores (o primeiro problema) e comprometimento dos educadores (o segundo problema), pois o exemplo deve vir de cima, algo do tipo, desejas pontualidade, sejas pontual, respeite e serás respeitado, assim por diante.

Porém, como já discorri por este blog, o comprometimento anda esquecido em algum cantinho do cérebro.

Mas há tempo para resgatá-lo, ou não?

Ps.: se gostaste da ideia ajuda-me a desenvolvê-la.

24 agosto, 2015

Sine qua non

Segunda...

Aos poucos os habitantes de Elliv Nioj estão descobrindo que não falta falcatrua, a notícia da vez é a respeito de uma prática ilícita dos nobres edis; a de exigir parte dos salários dos apaniguados, os famosos comissionados, condição sine qua non para continuarem nos cargos.
Prática originada em priscas eras, inclusive executada por alguns partidos políticos que possuem a abjeta norma que exige que eleitos e/ou portadores de cargos públicos doem parcelas significativas de seus salários para o próprio partido, um absurdo.
Uma característica deste feudo é votar na pessoa, com raras exceções se preocupam como o partido, o que é fá de se notar, pois muitas vezes elegem o alcaide de um partido e edis de partido de oposição.
Isto se deve a falta de informação que a maioria recebe sobre como funciona a composição dos poderes, assim, votam por simpatia, amizade, revolta, etc., pouco importando o partido e, muito menos, sua linha de atuação, ou melhor, sua doutrina partidária. Infelizmente.

Assim caminha a mediocridade...

21 agosto, 2015

Sexta...

Esta semana temos uma receita vegetariana que pode ser servida com uma boa salada verde e/ou bom filé. Enjoy.

Lasanha de batatas
Ingredientes:
02 batatas grandes sem casca cortadas em fatias finas
1 lata de creme de leite com soro
1 copo de requeijão cremoso 
½ cebola picada 
200 g de mussarela 
200 g de queijo suíço ou prato fatiado
100 g de queijo cheddar fatiado
100 g de queijo parmesão ralado
Ervas aromáticas (manjericão, tomilho, basílico, orégano)
Pimenta-do-reino e sal a gosto.
Preparo:
Corte as batatas bem finas, coloque em água e sal e reserve.
Misture bem o creme de leite com a cebola picada, a metade do queijo parmesão e o requeijão cremoso; tempere com sal, pimenta e as ervas aromáticas. 
Montagem:
Prepare um pirex untado com manteiga escorra bem as fatias de batatas e cubra o fundo com algumas fatias, acrescente, por cima, um pouco do creme, completando com algumas fatias de queijo mussarela e prato. 
Cubra a primeira camada com mais batatas fatiadas e o queijo cheddar junto com o creme.
Alterne as camadas até chegar à última.
Cubra com o resto do creme, com 50 g de queijo parmesão ralado e fatias de cheddar e mussarela. 
Leve ao forno preaquecido (185ºC) por trinta minutos.

Dicas: Monte em uma pequena travessa retangular. Verifique com um garfo se as batatas já estão cozidas.


Bom final de semana.

19 agosto, 2015

Líder ou a falta dele

Quarta...

Líder: do inglês leader, é uma pessoa que atua enquanto guia ou chefe de um grupo. Para que a sua liderança seja efetiva, os integrantes devem-lhe reconhecer as respectivas capacidades.

Trago este conceito por estamos passando por um período de ausência de um líder, aquele que nasce, ou melhor, conquista esta posição por méritos, carisma, a famosa liderança nata.
Claro que me refiro a um líder do bem, o lado do “mal” está repleto deles, assim como os falsos líderes, a maioria deles políticos, que conseguem status enganando, iludindo, mentindo ao povo, subornando seus pares, delapidando cidades, estados, nações.
Um dos fatores desta ausência, principalmente na política, é motivado pelo que denomino de “poda”, não se permite o desenvolvimento, os que ameaçam “desabrochar” ou se “enquadram” ou são desprezados, não conseguindo crescer.
Peguemos de exemplo o Brasil, quem poderia, neste momento, assumir o país pensando no país, não em seu projeto pessoal?


Assim caminha a mediocridade...

18 agosto, 2015

Plano Real

Terça...

Hoje reproduzo uma matéria do Jornal do Commercio de Recife/PE sobre o Plano Real, que alguns “lulopetitas” continuam a afirmar que foi péssimo, apesar de se locupletarem do mesmo de forma vil.

Brasil teve sete planos econômicos e dez moedas antes do real

Tripé macroeconômico fez a diferença entre o Plano Real e as demais tentativas fracassadas
Publicado em 01/07/2014, às 09h30.
Por Adriana Guarda

Na manhã daquela sexta-feira, 1º de julho de 1994, o Brasil acordava com o nascimento de sua décima moeda (e sete nomes diferentes). O real “vinha ao mundo” com a promessa de enterrar os anos de inflação corrosiva e de instituir a estabilidade econômica no País. Os bancos abriram mais cedo e um exército de 650 mil funcionários aguardaram a população, nas 15 mil agências da época, para fazer a troca da moeda. Ensandecidos com as contas de multiplicar e dividir para transformar 2.750 cruzeiros reais (Cr$) em um real, os brasileiros precisaram desentocar suas calculadoras das gavetas. Hoje o Plano Real comemora 20 anos de criação, com o País deixando para trás uma inflação de 2.477%, em 1993, e cravando uma taxa de 5,91% no ano passado. Nessas duas décadas, o rendimento médio do brasileiro cresceu quatro vezes e o valor do salário mínimo se multiplicou 11 vezes, passando de R$ 64,79 (em julho de 94) para R$ 724 esse ano.

Ao longo da história, o Brasil bateu recordes de tentativas de estabilização. Desde 1986 foram sete planos econômicos, registrando média de um a cada 14 meses. No dia 28 de fevereiro de 1986, o presidente José Sarney lançou o Plano Cruzado, tentando combater uma inflação de 80% ao mês e resgatar a credibilidade da economia brasileira. O plano substituiu a moeda de cruzeiro (Cr$) pelo cruzado (Cz$) e estabeleceu o congelamento de preços. A população convivia com as tabelas de preços publicadas nos jornais e fixadas nos supermercados. O governo incentivou a figura dos “Fiscais do Sarney” para denunciar os estabelecimentos que tentassem burlar o plano. Houve diversos abusos. Empresários eram vistos como vilões por causa das campanhas equivocadas do governo.

O congelamento acabou reduzindo a rentabilidade dos produtores e provocando desabastecimento no mercado. Quem viveu àquela época lembra das filas e do racionamento na compra de alimentos. “As pessoas só faltavam defender seu refrigerador com espingarda 12”, diz o economista da Ceplan, Jorge Jatobá. O Plano Cruzado fracassou e a inflação voltou ainda com mais força.

Depois vieram os planos Bresser (1987) e Verão (1989), os dois repetindo a fórmula do congelamento de preços. “Todos fracassaram por conta de equívocos na sua concepção teórica”, observa Jatobá. Em março de 1990, Fernando Collor de Mello assume a Presidência da República e lança dois planos econômicos durante sua gestão (Collor I e II), que traumatizaram a população brasileira com a medida impopular de confisco da poupança. Com o impeachment de Collor, o vice Itamar Franco assumiu a cadeira em 1993, ano em que a inflação brasileira atingiu seu maior patamar (2.477%).

Após trocar três vezes de ministro da Fazenda, Itamar convidou Fernando Henrique Cardoso para ocupar o cargo. “FHC reuniu um time de economistas da PUC do Rio com boa formação macroeconômica (Pérsio Arida, Edmar Bacha, André Lara Resende, Gustavo Franco, Pedro Malan) para criar o Plano Real, que foi uma solução brasileira extremamente criativa e sem similar no resto do mundo”, afirma. Foram dez meses de discussão e 55 versões para fechar o projeto.

O Plano Real se alicerçou em três fundamentos: ajuste fiscal, desindexação da economia e política monetária restritiva. Os brasileiros também perceberam a diferenciação do plano, porque ele foi aplicado em etapas. Uma delas foi a criação da Unidade Real de Valor (URV), em março de 1994. A URV era uma espécie de moeda virtual, com valor atrelado ao dólar. “A criação da URV foi um golpe de mestre para desindexar a economia. Ela era como uma bola de festa que foi enchendo com a inflação e, no dia 1º de julho de 94, foi estourada e ganhou paridade com o real”, destaca Jatobá. O economista lembra que além da URV, em 1999 foi criado o regime de meta de inflação e no ano seguinte a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) para controlar a sanha gastadora dos governos. Em paralelo, o governo adotou medidas como o aumento da taxa de juros para restringir a atividade econômica e segurar a inflação.

Minha mãe costuma dizer que faço parte da geração da estabilidade econômica. Ela conta que os anos de inflação eram muito difíceis. As pessoas precisavam comprar muita comida e armazenar, porque os preços estavam sempre mudando e o salário desvalorizava”, diz o estudante de história da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) Francisco Pedrosa, que nasceu em março de 1994. Distante dos tempos de inflação galopante, o jovem conta que consegue planejar seus gastos. A bolsa de R$ 400 que recebe de um programa de iniciação científica é gasto com alimentação, livros, xerox e transporte.

“A grande contribuição do Plano Real foi melhorar a vida do povo brasileiro. A população não suportava mais os anos atormentados pelas máquinas de remarcação de preços. O governo Lula manteve o tripé do programa, mas a gestão Dilma começou a negociar essas premissas e a afrouxar no controle dos gastos. É preciso tomar cuidado para que a conquista de ganho real que a população experimentou não vá por água abaixo”, alerta o professor de macroeconomia da UFPE, Marcelo Eduardo.